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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Dinheiro com barcos. Parte 3 - Instrução de vela

Por Marcelo Visintainer Lopes – Escola de Vela Oceano

Instrutor de Vela e Consultor Náutico


Charter com instrução básica de vela

Os clientes deste tipo de serviço terão uma vivência real de como funcionam as manobras a bordo, recebendo instrução e participando ativamente de todas as atividades propostas.
Diárias variam de 1.000,00 a 2.000,00 também dependendo do tamanho, da idade do barco e da experiência do comandante.

Quatro a seis pessoas seria o número ideal para um atendimento de qualidade.
A despesa é muito baixa (diesel, água e frutas).

Habilitação da Marinha e a capacidade técnica comprovada são imprescindíveis.

Quatro a seis horas seria a duração aconselhada.


Instrução básica de vela

Se você já possui uma experiência em veleiros oceânicos, gosta de pessoas e gosta de ensinar, então você poderá trabalhar com instrução básica de vela.

Possuir um barco relativamente novo ajuda nas duas opções, mas se tiver vai com o velinho mesmo.
Barcos novos dão menos manutenção e é justamente na manutenção do veleiro que a despesa anual aperta.

Um veleiro de instrução deve estar com todas as manutenções e revisões em dia e de preferência com velas e cabos em bom estado.

A hora de instrução particular pode varia de 50,00 a 300,00, dependendo do barco e da experiência do instrutor.

Quatro a seis pessoas seria o número ideal para garantir que todos consigam absorver os conteúdos dentro da carga horária proposta.

A despesa é muito baixa (diesel, água e frutas).

Habilitação da Marinha e capacidade técnica comprovada são imprescindíveis.

Sessões de 6 a 8 horas práticas por dia e uma carga horária total acima de 30 horas seria o mais recomendado para uma iniciação bem feita.

Não esqueça de elaborar uma boa apostila em PDF e enviar na efetivação das reservas. O pessoal vai ler com antecedência e não vai ficar “boiando” no início da instrução




quinta-feira, 2 de abril de 2020

Ganhando dinheiro com barcos. Parte 2 - Serviços com o próprio veleiro

Por Marcelo Visintainer Lopes – Escola de Vela Oceano

Instrutor de Vela e Consultor Náutico

São muitos os tipos de serviço que podemos realizar utilizando o próprio veleiro, principalmente nas marinas e nas ancoragens.

Criatividade, empenho e persistência são fundamentais para qualquer negócio dar certo.



Alugando o veleiro

Você poderá alugar o veleiro para diversas finalidades como produção de filmes e comerciais, ensaios, aniversários, curtir o pôr do sol embarcado, encontros empresariais, despedidas de solteiro, pré-wedding e tudo mais que você tiver criatividade para inventar.

Para estes tipos de serviço a experiência na vela passa a contar pontos importantes.
Você estará lidando com “passageiros”, mesmo que o trabalho seja realizado na poita ou próximo à marina.
Obviamente que experiência náutica nunca é demais. Quanto mais você tiver, melhor será a qualidade do seu serviço.
Conhecer as reações do seu barco, manutenções em dia, habilitação compatível com a navegação e um mínimo de conhecimento de vela e motor seriam necessários.

Para iniciar nos trabalhos de locação para eventos especiais um perfil bem trabalhado no Instagram daria conta.

Exigências básicas em relação ao serviço
Barco bem conservado, com um bom espaço externo (acima de 30 pés), limpo e bem arrumado.
Prestação do serviço com educação, cordialidade e responsabilidade.



Locação para passeios

A locação para passeios também conhecida como Charter é muito comum hoje em dia e é uma das primeiras coisas que vem à cabeça de quem recém comprou o barco.
Os custos são baixos e o lucro é muito bom com diárias variando entre R$ 600,00 e R$ 1.800, dependendo do tamanho do barco.
Barcos mais novos e maiores ficam na escala superior do valor das diárias.
Quase todos os dias vejo uma nova divulgação deste tipo de serviço no Instagram, principalmente na região de Angra e Paraty, mas também no Rio de Janeiro e Florianópolis.

Não existe uma legislação que proíba uma pessoa habilitada de alugar seu barco com fins recreativos, muito pelo contrário, a locação está prevista na NORMAN 03 da Marinha do Brasil.
A única exigência é que você esteja habilitado junto à Marinha (Arrais, Mestre ou Capitão).
A categoria vai depender do tipo de navegação que você vai empreender.
Se vai ficar dentro das baias abrigadas o Arrais Amador já serve.

Locais de pouco vento (Angra e Paraty) a chance de um “comandante com pouca experiência” dar certo é maior, mas mesmo assim, quando entra uma frente fria ou quando aparecem as trovoadas de verão, a falta de experiência do comandante pode colocá-lo em situações mais complicadas.

Normalmente os passageiros de uma locação consomem bebidas alcoólicas e o comandante deve ter a sua atenção redobrada.
Regras claras em um site, limitando a quantidade de bebidas e esclarecendo todas as regras de segurança ajudam a evitar desconfortos.
Manter-se próximo de abrigos também pode ser uma boa solução para evitar dores de cabeça no início da carreira.

Em locais famosos por ventar forte (Floripa, Ilhabela e Búzios) os cuidados do comandante são ainda maiores.
É importante e estratégico que ele ofereça outras opções de embarque e desembarque ao longo do passeio.

Pessoas tecnicamente despreparadas devem evitar passeios em condições de vento forte.
Não basta um comandante estar habilitado junto à Marinha para garantir a segurança de seus passageiros.
Habilitações nunca serão parâmetro para medir os conhecimentos práticos.


Algumas ideias não comuns

Embora não sejam comuns são serviços como outro qualquer.
Uma vantagem inicial é que para estes tipos de serviço a experiência na vela não é relevante.
O mais importante aqui é a quantidade e a qualidade dos relacionamentos que você é capaz de construir nos locais por onde passar.

São elas

Cuidador (a) de crianças, aulas particulares, massagem, yoga, manicure, corte de cabelo, pão artesanal, pizzaria, cafeteria e por aí vai...





quarta-feira, 1 de abril de 2020

Vela - infinitas possibilidades...

Novos tempos e novas prioridades...

Imagem: arte escola de vela oceano


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terça-feira, 31 de março de 2020

Ganhando dinheiro com barcos. Parte 1 - Prestação de Serviços

Por Marcelo Visintainer Lopes – Escola de Vela Oceano

Instrutor de Vela e Consultor Náutico


Muita gente me pergunta se é possível ganhar a vida trabalhando na área náutica.
Eu sou o próprio exemplo disto. Trabalho exclusivamente com a vela a mais de 30 anos e conheço várias pessoas que também se ocupam de maneira parecida com a minha.


Vejo dois caminhos

O primeiro é utilizando o próprio veleiro.
O segundo é prestando serviços para terceiros.
As duas opções são bem remuneradas, já que há escassez de serviços em todas as áreas.

A primeira atitude a ser tomada é buscar a qualificação profissional e algumas especializações (se julgar necessário).
O importante é que seja em alguma área que lhe dê mais prazer em trabalhar.

Se você ainda não tem barco e não está inserido no meio náutico, o trabalho inicial é fazer relacionamentos. De nada adianta você estar apto a prestar o serviço se ninguém o conhece.

Depois disto a dica é buscar marinas e clubes de vela e colocar a cara.
Conversar, apresentar suas qualificações e oferecer os seus serviços.

Seus primeiros trabalhos serão os mais importantes, pois será através deles que as primeiras indicações aparecerão.
Também será através deles que você terá os primeiros materiais de endosso (fotos, vídeos e testemunhos dos clientes).
Este marco é importante, já que você ainda não tem nenhuma outra experiência comprovada e nem pessoas que possam atestar a qualidade do seu serviço.

Se você já presta serviço em áreas não ligadas ao mercado náutica tente aproveitar as suas experiências da melhor maneira. Às vezes basta uma pequena adaptação na forma e na técnica que você já sai executando serviços de qualidade.
Esta experiência anterior poderá lhe dar um bom empurrão no início.
A prestação de serviço náutico é minuciosa e muito particular. Todo o compromisso é pouco para garantir boas indicações.
Raramente encontramos pessoas desconhecidas oferecendo serviços na web.
Jamais eu contrataria um instalador hidráulico se eu não tivesse boas indicações do seu serviço.
Proprietários de veleiros são muito cuidadosos e não entregam seu patrimônio na mão de qualquer desconhecido.

Os serviços náuticos encontram-se concentrados basicamente na marinas e nos clubes de vela e é ali que o seu foco deve estar.
Se você estiver longe da estrutura de uma marina ou clube poderá oferecer seus serviços para todos os seus vizinhos de ancoragem.
Pegue o seu bote de apoio e se apresente como o vizinho de ancoragem que trabalha na manutenção de ...


Tipos de manutenção

Costurar velas e capotaria, fazer almofadas e trocar estofamentos, fazer vedações, aplicação de teka sintética, manutenção de motor de popa, manutenção de motor de centro, instalações e manutenções elétricas, instalações e manutenções hidráulicas, carpintaria, solda, limpeza de convés, limpeza interna, limpeza de costado, lubrificação de peças, troca de cabos, lixar, pintar e polir o casco, aplicação de verniz interno e externo e por aí vai...


Mergulho

O mergulho é um dos trabalhos mais requisitados no meio náutico.
São muitos os serviços para se fazer em baixo d’água:
Limpeza de casco, desentupimentos, manutenção preventiva, reparos na fibra, troca de hélice, troca de anôdos de sacrifício, achar coisas perdidas etc.
Com o mergulho, além de você gerar lucro trabalhando para terceiros, também conseguirá diminuir os seus próprios custos de manutenção e de alimentação.

É bom você ter ciência que o dinheiro como moeda é mais comum de ser usado em terra firme.
Seus vizinhos de ancoragem poderão trabalhar com outras formas não convencionais de pagamento e isto é muito normal.
Acostume-se com isto e muitos benefícios virão na carona da solidariedade!




domingo, 29 de março de 2020

O primeiro veleiro - os 7 erros mais comuns na hora da compra




Por Marcelo Visintainer Lopes
Instrutor de Vela Oceânica e Consultor Náutico


O auge da produção de veleiros no Brasil ocorreu nas décadas de 80 e 90 e são estes mesmos barcos que continuam dominando o mercado de usados até hoje.
A maior parte dos estaleiros desta época encerrou suas atividades e poucos estaleiros novos surgiram.
A constatação desta desigualdade é que o número de barcos produzidos dos anos 2000 até hoje é muito menor do que os produzidos no passado.
Sendo assim, a busca pelo barco ideal, principalmente o “primeiro barco”, passa a ser um trabalho de garimpo.
É necessário olhar muitos barcos para encontrar um que esteja em boas condições. Estamos falando de barcos com mais de 30 anos.
Por serem encontrados em menor número, os barcos mais novos tendem a sair mais rápido da “prateleira”.
Embora sejam comercializados mais rapidamente, não existe nenhuma garantia de são mais bem construídos que os antigos.
Muitas vezes é preferível comprar um barco antigo do que um mais recente produzido por um “estaleiro de fundo de quintal”.

Normalmente quem está buscando o seu “primeiro veleiro” ainda não possui conhecimento suficiente sobre marcas e modelos.
Antes de comprar um carro você faz uma grande pesquisa buscando descobrir as avaliações técnicas e as reclamações recorrentes.
No mercado de barcos não funciona assim. Quem compra um veleiro de procedência duvidosa, muitas vezes nem fica sabendo disto.
Os poucos comentários encontrados na web limitam-se ao desempenho, conforto, estética e outras coisas que não são relevantes na avaliação técnica.
Quando uma pessoa está olhando um barco para comprar, normalmente sua avaliação baseia-se naquilo que “mais salta aos olhos” como as madeiras bem envernizadas, os estofamentos e os instrumentos eletrônicos (mesmo que obsoletos).
A parte estrutural passa desapercebida e a maioria dos defeitos mais graves também.




Foi pensando nisto que criei uma lista com os erros mais comuns na avaliação.

1.Barcos abandonados

Primeiro exemplo
É cada vez mais comum encontrarmos veleiros “abandonados” pelos pátios da cidade e parar o carro para descobrir alguma coisa sobre eles é muito tentador. Confesso que já fiz isto inúmeras vezes.
Sempre temos a impressão de que poderão ser renovados facilmente.
Se o barco estiver à venda por um valor que considere justo, você vai dar um jeito de levá-lo para casa no mesmo dia.
Sua esposa vai adorar a surpresa! Rsrsrsrsrs
Onde está o problema?
O impulso da compra impede você de avaliar tecnicamente o que realmente interessa que é a integridade do casco e dos demais equipamentos.
Pessoas “normais” não conseguem enxergar o que há escondido por baixo da estrutura toda.
Velejadores com mais experiência avaliam a estrutura e já calculam o valor aproximado da reforma.
Toda a precaução nesta hora é importante, pois o impulso pode levar você a comprar um barco condenado.

Os demais componentes
Barcos velhos normalmente apresentam corrosão galvânica nos perfis de mastro e retranca e dependendo do estado, a substituição é a única solução.
Se o motor não estiver 100%, o custo de aquisição de um novo poderá passar da metade do valor barco ou até mais.
Velas, cabos e estaiamento são passíveis de troca, mas somando tudo é possível que a conta chegue próxima de um veleiro pronto (sem nada pra fazer).


Segundo exemplo
Você encontra um barco em situação parecida com a anterior só que desta vez trata-se de uma construção artesanal (barco feito em casa).
Não há nada de errado com a cultura da construção artesanal. A única exigência é que o projetista seja conhecido e que o projeto seja executado à risca.
Quem constrói seu próprio veleiro sente um orgulho enorme em ter conseguido executar o projeto do início ao fim.
O que frustra a maioria dos construtores artesanais é sempre o custo final.
Quase sempre o valor investido daria para comprar um barco novo ou semi novo do mesmo tamanho ou até maior.
O segundo detalhe é a desvalorização no momento da venda, pois existe uma diferença grande entre o seu custo final e o valor percebido (valor de mercado).


2.Recall
Alguns barcos produzidos no Brasil apresentam problemas recorrentes.
A diferença entre a fabricação de barcos e a fabricação de carros é que as fábricas de automóveis são obrigadas a comunicar os proprietários sobre problemas mais graves e os estaleiros não.
Você conhece algum modelo de veleiro que já apresentou problemas recorrentes?
Eu conheço vários...
Se você não conhece nenhuma pessoa com conhecimento do mercado náutico eu aconselho que você se dirija até uma marina e converse com o pessoal de manutenção (especialmente fibra e pintura). É a melhor maneira para descobrir a verdade sobre os estaleiros. Este pessoal sabe tudo sobre a resistência dos cascos e vão contar a você quais são os modelos mais fortes e os mais fracos.
Como eles acompanham o içamento dos barcos para cima das carretas ou para apoiá-los sobre a quilha (quando ficam no chão), sabem direitinho “onde o nó aperta”.
A notícia boa é que existem poucos modelos que apresentam problemas!
Não desista!!


3.O barco não atendeu suas expectativas

Você percebeu que...
- Balança muito
- Não consegue se acomodar - ele é muito apertado
- Não tem banheiro
- A cozinha é muito pequena
- Ele é muito lento - faz médias inferiores a 5 nós
- Ele é grande demais e que é necessário fazer muita força para velejar
- Ele é muito pequeno e nervoso.
- Ele faz uns barulhos e ringidos estranhos

Barcos pequenos (12 a 23 pés em média) não foram concebidos para proporcionar conforto ao velejar.
Muitos deles não foram pensados para navegar no mar, só em lagoas e lagos.
Se você não se importar de tomar uma onda ou outra na cara eu não vejo muito problema, mas antes pesquise sobre o tipo de água para qual o barco foi construído.

Veleiros com problemas estruturais costumam ringir de verdade. Quanto mais vento e ondas, mas ringidos aparecem.
Pode ser a porta de armário ou a porta de uma cabine. Até aí nenhum absurdo. O problema é quando as anteparas (tipo paredes internas que possuem a função estrutural) começam a se deslocar.
Estes barulhos aparecem quando o barco sofre algum tipo de deformação. Pode ser no encontro com as ondas, na ação do vento mais forte refletindo nas velas e outros. Elas estão previstas no projeto e os reforços estruturais servem exatamente para isto.
Só não podem ocorrer ao ponto de provocar descolamentos de materiais ou delaminações na fibra.


4.Comprou um pequeno, mas poderia ter comprado um maior
A única exigência para comprar o barco do tamanho definitivo é você ter a certeza absoluta que gosta de velejar.
As trocas por modelos maiores só geram perda de tempo e de dinheiro. Tempo para conseguir vender (pode demorar bastante) e talvez algum dinheiro com a depreciação.
Muitos velejadores gostam de falar que devemos começar pelo pequeno e depois ir subindo. Isto é coisa do passado, onde o acesso ao dinheiro era mais difícil e para trocar de barco o cara tinha que ser bem de vida.
Existia também a cultura equivocada que dizia que aprender no pequeno te dá “sensibilidade”. De fato, se você aprender no pequeno conhecerá com mais facilidade as tendências de um barco maior, só que isto só vai funcionar até um determinado tamanho de barco.
A sensibilidade que você adquiriu velejando em um Laser por exemplo, não encontra lugar em um veleiro acima de 30 pés e com roda de leme.
Se os processos de ensino da vela contemplassem este raciocínio pedagógico você seria “obrigado” a passar primeiro pelo monotipo para depois acessar os cursos de vela oceânica.
Definitivamente não é assim que funciona. Se fosse assim as escolas de vela não teriam cursos de iniciação à vela oceânica disponíveis para adultos sem experiência.
Velejadores com experiência em classes menores (monotipos) velejam em qualquer tipo de barco, sem a necessidade de passarem por cursos mais avançados.


5.Aprender por conta própria
Sempre digo a mesma coisa em relação a este tipo de atitude: se você estiver sozinho a bordo o problema será só seu!
A irresponsabilidade começa quando você coloca outras pessoas no mesmo barco.
Essa não é a atitude mais sensata e segura a ser tomada, pois manobras equivocadas costumam causar sérios acidentes a bordo.
Velejar é prática e repetição continuada assistida por um profissional.
O resto é perda de tempo e negligência com a segurança da tripulação.
Tutoriais na internet não ensinam a velejar. É impossível aprender a comandar um veleiro oceânico sem uma pessoa mais experiente ao seu lado.
Ao longo dos meus 45 anos de vela tenho acompanhado a difícil trajetória de quem fez esta escolha. O que eu posso relatar é que elas continuam tensas, inseguras e cometendo os mesmos erros de sempre.


6.Barco “zero km” é garantia de qualidade?
A resposta é sim, desde que o estaleiro possua responsabilidade com os seus clientes.
Se você não tiver boas referências é melhor comprar um barco mais antigo, mas com procedência garantida.
Existem alguns (poucos) estaleiros que utilizam processos de laminação duvidosos e empregam pouca quantidade de material, diminuindo a resistência estrutural. Este o mais antigo e o mais imoral artifício utilizado para a redução de custos.
Geralmente são barcos com valores atrativos, porém inadequados para velejar com segurança.
Estaleiros deste tipo poderiam produzir caixas d’água e piscinas, mas veleiros nunca!
Você já ouviu falar de algum assim?


7.Comprar um veleiro e guardá-lo na garagem
Veleiros oceânicos de quilha fixa não foram criados para ficar longe da água.
Você deve procurar locais com vagas molhadas, rampa com guincho ou trator ou que possuam sistemas de içamento com pau de carga ou travel lift.
Veleiros de até uns 23 pés com bolina ou quilha retrátil podem ser guardados em casa com mais facilidade.
Uma coisa é guardar e a outra é velejar.
A vontade de velejar vai diminuindo gradativamente em função da trabalheira toda...
Deslocar o barco até uma rampa, baixar, montar, guardar o carro e a carreta em algum local seguro, velejar, desmontar, buscar o carro, subir e levar de volta para casa...
Ufa! Cansei só de falar o passo a passo, imagina lá na hora?
Você só aproveitará um veleiro de verdade se ele permanecer na água ou bem perto dela!
Existem clubes e marinas que mantém os barcos em seco, mas daí o trabalho de colocar e tirar é todo deles.
Nestes casos não há necessidade de tirar e colocar o mastro.
Antes de bater o martelo na compra do veleiro você deve pesquisar sobre as possibilidades de guarda (marina ou clube).
O bom mesmo é ir fazendo a busca do barco e da vaga em paralelo.
No caso do clube, não compre o título sem antes saber se existe vaga para o barco e sem antes conhecer bem o estatuto.
Pode acontecer de você adquirir o título e não haver disponibilidade dentro d’água e também pode acontecer de você querer morar a bordo e o estatuto não permitir.
Se for uma marina, descubra se a estrutura é capaz de atender suas necessidades bem como se os horários de atendimento condizem com os seus horários de utilização do barco.
Se você está pensando em viver a bordo, busque um local abrigado de todos os ventos e longe de ondas.
Minha marina é um bom exemplo disto. Ela fica no bairro de Santo Antônio de Lisboa em Florianópolis.
O local é bem protegido de norte a sudeste, porém completamente aberto de sul a noroeste.
Para morar no barco é preferível ficar longe de uma estrutura de marina, mas abrigado em uma boa enseada.