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Base Florianópolis - Santo Antônio de Lisboa
Prof. Marcelo Visintainer Lopes
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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Vela Grande e Genoa - truque ou técnica?

Por Marcelo Visintainer Lopes

Instrutor de Vela      

Escola de Vela Oceano


No final dos anos 90 tive oportunidade de dividir espaço com uma fábrica de velas de Porto Alegre e esta experiência embasa o tema de hoje.

Eu estava reformando minha nova sala de aula e precisava de um local para instalar a secretaria da escola até concluir o trabalho.

O ambiente artesanal de uma oficina de velas tinha muita ligação com a minha infância e adolescência de velejador e a ideia de trabalhar ao lado de um dos caras que mais entendia daquilo no Brasil me encantava.

Após algumas semanas o meu dia já estava dividido entre as aulas de vela e o estágio informal em todas as etapas do processo de fabricação (da medição aos acabamentos).

Na sequência comecei a percorrer os clubes fazendo a instalação das velas e dos sistemas (lazijack e enrolador).

Raramente o proprietário se fazia presente na hora da instalação e era normal surgirem dúvidas nas primeiras velejadas.

Subir a vela grande da maneira correta sempre foi um problema para quem está começando a velejar e até mesmo gente mais antiga se atrapalha de vez em quando.

A dúvida mais comum com a genoa era o excesso de força exigido para enrolar e também o fato dela ficar mal enrolada (com partes brancas expostas).

Ao contrário da genoa de enrolador, que abre em qualquer posição em relação ao vento, a vela grande apresenta dificuldade em subir se o barco não estiver aproado.

É possível subir o grande com o barco fora da zona morta (próximo a ela) somente se a escota estiver toda folgada. Se você não dominar esta técnica é mais seguro aproar o barco.

Tão importante quanto adquirir a técnica para subir e baixar a vela grande é você conhecer as consequências de uma manobra mal executada.

Desgaste prematuro do tecido, quebra de peças e até rasgos são as consequências mais comuns.

Na genoa a consequência do mal fechamento é a exposição de partes da vela aos raios ultra violeta e o risco posterior de uma abertura involuntária (ventos fortes/muito fortes).

Criei um passo a passo para tornar mais fácil a subida da vela grande (com slides):

1.Aproar o barco.

2.Folgar o burro.

3. Folgar a escota.

4. Subir a vela com atenção na passagem das talas pelas adriças do lazyjack.

5. Dar a tensão necessária na adriça.

6. Folgar o amantilho.

7. Encostar o burro (pré-tensionar).

8. Ajustar o amantilho novamente.

Para subir uma vela sem carrinhos (testa entralhada) é necessário que um tripulante guie o entralhamento na canaleta, enquanto o outro caça a adriça. É possível fazer sozinho, porém é mais trabalhoso.

Se houver um tripulante disponível para “dar bomba na adriça”, junto ao mastro, melhor…

Procedimentos para baixar a vela:

1. Aproar o barco.

2. Tripulante junto ao mastro pronto para puxar a vela para baixo (vela com slides).

3. Folgar a escota do grande.

4. Abrir o stopper e liberar a adriça.

5. Organizar a vela dentro da capa, puxando a valuma em direção à popa (para tirar as dobras amassadas).

As velas com carrinhos roletados descem praticamente sozinhas.

As velas com entralhamento devem ser puxadas manualmente.

Se não houver tripulante para ficar junto ao mastro, a mesma pessoa que está no stopper deverá se dirigir ao mastro.

Procedimentos para enrolar a genoa com ventos médios a fortes:

1. Empopar o barco e tentar esconder a vela atrás do grande, pois a pressão na vela é infinitamente menor do que em qualquer outro ângulo.

2. Caçar o cabo do enrolador e dar tensão na escota para o rolo ficar ajustado.

3. Dar duas voltas completas das escotas ao redor da vela enrolada.

4. Prender com firmeza e cuidado o cabo do enrolador (stopper, cunho, mordedor etc).

Em dias de vento fraco, o ângulo do barco em relação ao vento não fará diferença no peso da genoa ao ser enrolada.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Aprender a velejar um veleiro de oceano? Saiba como fazer...


Escola de Vela Oceano - Veleiro Escola Oceano VI sendo montado


Por Marcelo Visintainer Lopes
Instrutor de vela - Escola de Vela Oceano


Independente do modelo de aprendizado que você escolher, o mais importante é começar pelo começo que seria experimentar e testar.
Meu propósito não é dizer qual a melhor maneira para aprender e sim fazer você refletir um pouco sobre a importância de estabelecer uma ordem, como se você fosse escrever o seu “plano de ação”.
Começo de trás para frente pelas habilitações da Marinha, já que este é o primeiro equivoco mais comum.

Este é o exemplo mais clássico de como começar ao contrário.
A ordem normal das coisas é:
1º Sonhar com um veleiro
2º Descobrir se vai gostar;
3º Aprender a velejar;
4º Comprar um barco, alugar ou tripular;
5º Pensar na habilitação que você irá necessitar para a sua atividade principal e ir subindo de categoria caso necessário.

Para que serve a habilitação se você não vai usar? 
Tem uma pá de gente que passa um ano inteiro estudando para realizar os três exames (Arrais, Mestre e Capitão) e depois descobre que enjoa em cima do píer (sem nem pisar no barco).
Será mais um Capitão formado que nunca entrou em um veleiro?
Vai lá e experimenta primeiro!
Não coloque sua energia em coisas fora da ordem.
Voltando ao título da postagem: como você pretende aprender?
Tutoriais no Youtube, livros, dicas dos grupos de vela, aulas práticas, cursos teóricos ou dicas de amigos?
Uma das primeiras coisas que a pessoa faz quando começa a sonhar com um veleiro é procurar entrosamento com pessoas do meio e os “grupos de vela” são os meios mais procurados.
Lá são discutidos diversos assuntos relacionados à náutica e muitas das discussões começam a partir das perguntas dos seus membros.
Perguntas do tipo: o que você prefere?
Monocasco ou catamarã, Fast 230 ou Brasília 23’, O’day 23’ ou Atol 23’ etc.
Após ler uma centena de comentários você realmente passa a acreditar que uma coisa é melhor em detrimento de outra.
O pessoal do grupo gentilmente demonstra sua opinião em função do tema, mas o faz, na grande parte das oportunidades, baseada nas suas crenças e experiências.
Se o comentário partir de uma unanimidade na vela é uma coisa, mas como você ainda não possui condições de descobrir o conhecimento técnico daquela pessoa é muito improvável que você consiga filtrar as respostas. Neste caso, o excesso de informação pode levar você a realizar uma escolha equivocada.
Então fique esperto!
Sobre o aprendizado virtual...
Os vídeos tutoriais foram uma invenção fantástica. Eles desmistificaram o ensino de diversas atividades, possibilitando a realização de tarefas bastante complexas.
Na apresentação de práticas esportivas ao ar livre e de modalidades que possuem alguma taxa de risco (onde a segurança é primordial), eu entendo que os tutoriais não são a melhor alternativa de aprendizado.

Explico com dois exemplos:
1. Seria possível assistir um tutorial sobre a prática do Rapel e depois ir para a montanha praticar.
2. Seria possível assistir um tutorial sobre mergulho com cilindro e depois ir para o fundo do mar com sua família?

Depois você me responde...
Por se tratar de uma prática na água e, muitas vezes, longe de recursos que forneçam algum abrigo, o esporte da vela engloba diversos protocolos de segurança. Sem eles as coisas poderiam rapidamente fugir do controle.
Na primeira rajada de vento mais forte, quando o barco adernar, provavelmente você perderá o controle da situação e logo seu psicológico será abalado.
Tutoriais poderão servir muito bem para ensinar coisas pontuais a bordo, mas a arte de dominar o leme e acertar todo o conjunto para enfrentar qualquer condição de vento e mar é uma questão bem mais complexa.
É por isto que insisto em dizer que tudo tem uma ordem correta.
O difícil é convencer as pessoas que estão acostumadas a inverter o sentido e tornar as coisas mais difíceis.
Tá com dúvida?
Não sabe?
Então me pergunta.
Foram muitas as vezes que eu consegui intervir a tempo, mas também foram muitas as vezes que já não havia mais o que fazer...
A grandiosidade dos temas envolvidos na marinharia e a complexa responsabilidade de um comandante demonstram como é importante a ajuda de alguém que conheça o assunto mais que você.
Tenho uma história de infância que ilustra um pouco isto: fui empurrado (não me perguntaram se eu queria) pelos meus pais para as raias de regata logo depois que sai da escolinha de vela do Veleiros do Sul.
Naquele tempo não havia treinador e só havia um barco de apoio. Bastava sumir da vista do marinheiro que pilotava aquela embarcação e você estava fadado a voltar sozinho para o clube (remando na calmaria ou morrendo de medo em um temporal).
Não tive nenhuma ajuda naquele início e sei o quanto é duro olhar para o lado e não ver ninguém para te ajudar. Os velejadores mais velhos só zoavam e deixavam os pequenos aprender na marra.     
Minha carreira de instrutor de vela iniciou quando eu tinha 17 anos e desde então eu ajudo e dou apoio em tudo que está relacionado com a vela.
Se você precisar de algo me chame no whatsapp (48 988113123).

Bons ventos!



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quarta-feira, 8 de julho de 2020

Escola de Vela Oceano Floripa - 2 a 5 de julho

Escola de Vela Oceano.
Velejadas da semana de 2 a 5 de julho.
Aulas de Personal Sailing nos módulos 1 e 2.
Instrutor: Marcelo Visintainer Lopes
Imagens: Marcelo Lopes e Veleiro Atixba (Wind 34)

Veleje em Floripa com a Escola de Vela Oceano.
Cursos de Vela Oceânica em todos os níveis
Travessias Oceânicas
Locação de veleiros para passeios
Locação de veleiros para eventos 

Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

 Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

 Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

 Escola de Vela Oceano Floripa 

 Escola de Vela Oceano Floripa - veleiro Atixba na Fortaleza dos Ratones
]
 Escola de Vela Oceano Floripa clicado pelo veleiro Atixba

  Escola de Vela Oceano Floripa clicado pelo veleiro Atixba

Escola de Vela Oceano Floripa - Santo Antônio de Lisboa

 Escola de Vela Oceano Floripa clicado pelo veleiro Atixba

Escola de Vela Oceano Floripa - nascer da lua em Santo Antônio de Lisboa

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Aulas de Vela Oceânica em Floripa - 26, 27 e 28 de junho

Sexta, 26 – Personal Sailing – Módulo 1
Sábado e domingo 27 e 28 – Curso Regular – Módulo 1
Curso de Vela Oceânica em Floripa
Instrutor Marcelo Visintainer Lopes

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - Personal Sailing M1

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - veleiro escola Oceano VI
Imagem: André veleiro Toa Toa

Escola de Vela Oceano - Personal Sailing M1

Escola de Vela Oceano - curso regular M1

Escola de Vela Oceano - veleiro escola Oceano VI
Imagem: André veleiro Toa Toa

Escola de Vela Oceano - veleiro escola Oceano VI
Imagem: André veleiro Toa Toa
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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Velejadas de junho em Floripa - do dia 12 ao 21

Imagens das velejadas (Charter e Cursos de Vela) dos dias 12 ao 21 de junho na Ilha de Santa Catarina.
Escola de Vela Oceano
Por Marcelo Visintainer Lopes - instrutor

 Escola de Vela Oceano - módulo 2 de vela oceânica

  Escola de Vela Oceano - módulo 2 de vela oceânica

 Escola de Vela Oceano - final de tarde em Santo Antônio de Lisboa

  Escola de Vela Oceano - amanhecer na beira mar norte
  Escola de Vela Oceano - veleiro escola Wind 34' - Oceano VI

  Escola de Vela Oceano - módulo 2 concluído

  Escola de Vela Oceano - charter para casal

  Escola de Vela Oceano - charter para casal

  Escola de Vela Oceano - módulo 2 de vela oceânica - Praia da Daniela

 Escola de Vela Oceano - base Santo Antônio de Lisboa

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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Veleiro Escola Oceano VI - sketch


Velejando em Floripa - 30 e 31 de maio

Velejada dos dias 30 e 31 de maio em Floripa.
Módulo 1 de Vela Oceânica.
Devagar vamos voltando à normalidade!
Evitando aglomerações e tomando todos os cuidados necessários vamos conseguir vencer!

Cursos de Vela Oceânica
Travessias
Veleiros para locação (charter)

Marcelo Visintainer Lopes
Ligue e saiba mais: 48 988113123


Escola de Vela Oceano - veleiro escola Oceano VI

Escola de Vela Oceano - final de tarde em Santo Antônio de Lisboa

Escola de Vela Oceano 

Escola de Vela Oceano - Veleiro Escola Oceano VI clicado pelo veleiro Toa toa (André)

Escola de Vela Oceano - final de tarde em Santo Antônio de Lisboa

Escola de Vela Oceano - final de tarde em Santo Antônio de Lisboa

Escola de Vela Oceano - final de tarde em Santo Antônio de Lisboa

Escola de Vela Oceano - final de tarde em Santo Antônio de Lisboa


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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Travessias Oceânicas em Floripa, Aulas de Vela e Charter - agenda julho a outubro

Cursos de Vela Oceânica em Florianópolis
Travessias Oceânicas
Charter com tripulação

Escola de Vela Oceano
Florianópolis

Morar a bordo?
Fazer uma travessia oceânica em um veleiro?
Fazer uma volta ao mundo?

Na Escola de Vela Oceano o seu sonho poderá sair do papel mais rápido do que você imagina!

Professor Marcelo Visintainer Lopes
33 anos de experiência no ensino da vela


Confira a agenda de julho a outubro:



escola de vela oceano - arte da agenda de cursos de vela, travessias oceânicas e charter


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quarta-feira, 8 de abril de 2020

terça-feira, 7 de abril de 2020

Travessias Oceânicas - Velejar contra ou a favor?

Por Marcelo Visintainer Lopes – Escola de Vela Oceano

Instrutor de Vela e Consultor Náutico


Qual o melhor ângulo para velejar em uma travessia?
Contra vento ou a favor dele?


Velejar em harmonia com a natureza (a favor do vento e das ondas) é sempre a melhor maneira para realizar uma travessia oceânica.
Velejadores menos experientes costumam apresentar resistência em velejar a favor do vento por causa dos mitos criados em torno do pêndulo, do jibe chinês e das atravessadas.

A verdade é que os ventos e mares de popa nos levam ao destino com mais facilidade e com menor esforço.
Velejar a favor do vento só traz benefícios para o barco e para a tripulação e a vida a bordo fica bem menos complicada.
Podemos descansar, dormir, cozinhar, comer e realizar manutenções com muito mais tranquilidade.

Em determinadas situações é preferível deixar o barco em algum lugar seguro e buscá-lo quando as condições melhorarem ou até mesmo contratar um serviço de transporte por terra.
Pode até parecer bobagem, mas esta situação é muito comum na perna de Rio Grande a Florianópolis, principalmente com barcos com menos de 30 pés.
Já vi muita gente optando pelo transporte por terra depois de tentativas frustradas de levar o barco por água.
Se acertar a meteorologia vai dar tudo certo. O problema é a ansiedade que a navegação do trecho gera, o que acaba levando ao erro na avaliação da “janela de tempo”.


As técnicas

O conforto da velejada vai depender diretamente das técnicas utilizadas pelo comandante.
A principal medida é melhorar a estabilidade lateral utilizando a genoa para o lado contrário da vela grande (asa de pomba).
O pau de spinnaker garante que a genoa permaneça sempre cheia de vento e também ajuda na estabilidade do barco. Se a genoa estabilizar o barco também estabiliza.
Duas genoas abertas para lados opostos (asa de borboleta) também funcionam de maneira parecida com a asa de pombo. Neste caso é comum arriar a vela grande.
Muitas outras configurações podem ser tentadas com ventos moderados.
Os mais experientes costumam adriçar todas as velas possíveis.
Vale ressaltar a importância de amarrar a vela grande ou de utilizar sistemas de prevenção contra a pancada da retranca em um jibe involuntário.
É normal perdermos a noção da velocidade do vento quando o vento de popa aumenta. A constatação do aumento da velocidade do barco deve ser observada com mais atenção. Se a velocidade do barco aumentar é porque o vento também aumentou.
Quando o vento aumenta o mar também tende a crescer. Isto faz com que administremos o tamanho da vela e a velocidade do barco com mais cautela.
A vela grande deve ser rizada, preferencialmente, antes do vento aumentar ou logo no início da constatação do aumento.
Comandantes mais conservadores costumam rizar antes de anoitecer (independente das condições).
A genoa pode ser enrolada a qualquer instante e bem mais tarde do que a grande.
Com vento mais forte é melhor utilizar a vela grande rizada e asa de pomba com a genoa bem enrolada (tamanho de uma buja de tempestade ou menor).
A vela grande quase não produz esforços estruturais se comparada à genoa, pois ela está armada no mastro (todo estaiado).
Por estar presa somente no estai de proa a genoa produz fortes solavancos que atingem toda a mastreação e consequentemente outros pontos do casco.
Fixações, pinos, contra pinos, roscas e parafusos também tendem a sofrer muito nas condições de vento mais duro. Sendo assim é aconselhável retirar a genoa e velejar só com a grande bem rizada.


Surfar ondas grandes

Para os velejadores mais experientes, andar rápido e surfar ondas grandes é uma das sensações mais incríveis que um veleiro pode proporcionar.
Bater recordes de velocidade e conectar duas ou mais ondas na mesma surfada é garantia de diversão.


O mar de popa pode ser desconfortável?

Se o vento estiver fraco sim!
As velas ficam batendo de um lado para o outro e o barco praticamente não sai do lugar. Amarrar a retranca é obrigatório para evitar as fortes batidas de um lado para o outro. Enrolar a genoa e ligar o motor costuma ser a melhor opção (se for possível)!
Sem motor ou combustível, a única saída é amarrar tudo o que possa bater, cair ou fazer barulho e esperar o vento chegar. 


Velejar contra o vento

Se o mar estiver desorganizado, qualquer condição de vento será desconfortável para a tripulação e para o barco.
O impacto constante e prolongado das ondas contra o casco leva à fadiga do laminado e a consequente diminuição da resistência mecânica.
Praticamente todas as áreas do barco entram em “sofrimento”, incluindo a mastreação, as velas e diversos outros componentes.
A adernação e os movimentos de subida e queda brusca nas ondas dificultam as atividades essenciais a bordo como dormir, cozinhar e comer.
O número de camas também diminui com a adernação. As camas de barlavento só funcionam com a instalação de dispositivos de antepara lateral (lona, rede ou madeira).
Quando as condições de vento e corrente reduzem a velocidade real do barco, o tempo de chegada ao destino aumenta e o consumo de água e alimentação também. O modo “racionamento” costuma ser ativado nestes casos.
Se o objetivo estiver bem contra o vento, a velejada envolverá múltiplas cambadas e o tempo de travessia poderá facilmente dobrar ou triplicar.
Depois de algumas horas velejando contra o vento e contra a correnteza verifica-se que a distância percorrida em direção ao objetivo é muito pequena.
Em muitas situações, a distância percorrida em 24 horas é a mesma de uma velejada de duas ou três horas a favor do vento.
O acréscimo de tempo na previsão de chegada, o desconforto e a perda na qualidade da alimentação costumam aumentar a ansiedade.
Produzir alimentos quentes só é possível com a ajuda do forno, de uma panela de pressão e de alguém desposto a encarar aquela viração lá de baixo.
Normalmente a tripulação vai se virando com ovos cozidos, biscoitos, frutas e sanduiches.



Exceções

Conheço apenas duas razões para um comandante optar em velejar contra o vento:

1. Dias de mar calmo, com vento moderado e constante e com um rumo que leve direto ou próximo ao destino.
Com estas condições de mar (se a corrente não for contrária), o barco desenvolverá uma boa velocidade real.
Navegar em um bordo só, direto ao destino e com o mar nestas condições, pode se transformar na “velejada da vida”.
Esta é a mais pura verdade, principalmente no calor do verão. Neste caso, o vento aparente funciona como um ar condicionado ligado, fazendo com que a sensação de calor diminua bastante.

2. Quando não houver outra opção...
Cuidado com a ansiedade. Se der para esperar pela mudança do vento, espere!
Locais onde a predominância é de contra vento, daí realmente não existe outra maneira.
Ainda assim é preferível estudar bem as condições locais e planejar algo que resolva o problema de uma só vez.
Em muitas situações é melhor optar por outras formas de transporte como citei anteriormente.



Vento de través

A velejada com mar e vento de través pode ser confortável com ventos de médio a fortes e com um bom período entre as ondas.
Com vento fraco e mar desencontrado a retranca fica batendo para os lados, fazendo com que a velejada fique chata e desconfortável.
Amarrar a retranca a sotavento diminui o barulho, mas não melhora o balanço e nem aumenta a velocidade.
Com vento mais forte a situação já melhora, pois as velas ganham pressão, a velocidade aumenta e pode ocorrer uma melhora na estabilidade lateral.
Com mais vento e com a consequente subida do mar podemos ver as cristas quebrando. Com o passar das horas as cristas podem aumentar e cuidados devem ser tomados.
Batidas fortes no costado, adernação demasiada e consequente deslizamento lateral podem ocorrer.